segunda-feira, 7 de julho de 2014

A Pequena Garota Sorriso - Parte IV

...Continuação...
O tal homem foi andando atrás de Jesamine. E havia um velhinho ao lado.
Jesamine solta um gemido sem força e consegue dizer: Por favor, ajude-me!
O velhinho: Senta menina!
Jesamine: Não, não vai dar certo.
-Jesamine é pegada por trás pelo tal homem, e do nada aparece uma menina que a ajudou, jogando pedras no infeliz.
O velhinho: Corre, menina!
Jesamine: Não posso. Ele vai descobrir onde eu moro!
-Jesamine fica na esquina sem ação, e o homem vai embora. Jesamine pensou que a menina que a ajudou era do bem e mas ela disse: não encoste em mim.
Jesamine:Perdão...
-Totalmente confusa, ela entra no beco de casa dizendo: Eu sinceramente não sei o que está acontecendo.
O tempo neste dia, estava muito cinza. Sufocante mesmo!
Jesamine entra no quarto, e chora, mesmo sem saber o porque. Ela vai até a cozinha falando: Finalmente hoje tenho o que comer.
Mas o barraco que ela pensava que tinha acabado, estava na metade! A garota esquentou a comida, e os seus vizinhos começaram a se manifestar.
Vizinho I: Essas crianças que não param de perturbar!
Vizinho II: Você não sabe com quem está mexendo, mal amado!
Vizinho I: Eu não moro na favela @#$%. Éh, camarada, droga boa essa que você usa!
Vizinho II: Éh mesmo, seu filho @$%. Você veio lá de São Paulo e não tem educação. Sua mulher. Haha, aquela magrela, não é gerente nem aqui, nem na China. Ensine os seus filhos a serem homens! Ficam na grade do apartamento o tempo todo!
Vizinho I: Vá tomar ''suco de uva''... Seu ''filho da sogra''... Vá "para o rio que afundou''...
Esposa do Vizinho I: Vá tomar um banhozinho, vai. Para ficar mais calminho.
Uma mulher do nada aparece e grita:
Vai todo mundo ''tomar suco de uva''! ''Filhos da sogra"... Na hora que eu começar a botar o terror, vocês vão ver.
Jesamine: (grita!) Vocês acham mesmo que não são favelados? Ninguém merece ouvir vocês. Não há nenhum problema se você não gosta dele, nem você deles. Mas existe uma coisa que se chama respeito! Coloquem-se em seus devidos lugares. Afinal, o que mesmo vocês são? Ah, é mesmo. Um advogado que arruma confusão todos os dias... Um empresário que rouba de todo mundo... Uma... Nem sei o que você é, mulher! Se querem voltar aos tempos de caverna, tudo bem. É uma opção. Se quiser, eu trago um ''bastão'' do tempo de uga-uga. Mas façam quietos, sem perturbar-nos. Eu sou uma jovem de 17 anos, trabalho seis dias na semana. Que tal vocês procurarem algo melhor para fazer?
-Jesamine não ficou livre dos ''apelidos carinhosos'' da vizinhança, enquanto outros vizinhos gritavam: Mandou bem, einh Jesamine! Palmas! Incrível!  Como você fez isso?
Jesamine saiu correndo, sorrindo e tremendo. Deu um ataque de risos... Suspirou, comeu e dormiu.

-E amanheceu... Um dia ensolarado de domingo. Como ela havia dormido no sofá, ligou a televisão e disse: Percebo que esse será mais um dia chato e tedioso do meu calendário. Não tenho n-a-d-a para fazer.
Então, ela calçou um tênis, vestiu uma regatona e uma calça colante. Procurou seu fone e foi caminhar. Em constante pensamento que o dia valeria a pena. Diga não a confusão! Saiu querendo não ser notada. O burburinho continuava de vento em poupa na avenida.
Jesamine foi feliz rumo ao seu passeio ao parque. No caminho, tem uma academia (onde ela morre de vontade de frequentar!) e advinha quem estava lá? Luís Otávio acena com as mãos, pedindo para ela esperar.
Jesamine: Luís! (dá um grande sorriso!)
-O galãzinho estava muito falante... E suado.
Luís Otávio: Onde a Sorrisinho está indo? (colando as mãos suadas e fedidas nas de Jesamine)
Jesamine: Vou caminhar e esquecer tudo o que aconteceu.
Luís Otávio: (Pega sua mochila) Quer desabafar?
Jesamine: Em minha vida dá tudo certo. Só que não.
Luís Otávio: Haha. (silêncio) Hum, eu posso te pedir uma coisinha?
Jesamine: Já sei! Perguntas, né!


Percebo muitas visualizações no blog, e poucos seguidores. Vocês já lendo, eu fico bem contente. Mas quando atingirmos 50 seguidores, vamos sortear uma caderneta. Grande beijo!

Nenhum comentário:

Postar um comentário